O choco frito é o prato identitário de Setúbal — choco em tiras, passado por farinha e ovo, frito em azeite ou óleo de amendoim, servido com batata frita, alface, limão e, por regra, arroz de feijão ao lado. Simples, técnico, difícil de fazer bem.
A Casa Santiago, na Av. Luísa Todi, trata-o como catedral: balcão, quadros do Bocage, fila à porta. O Farol, a dois minutos, é a opção de bairro. Outras casas — O Miguel, Tasquinha do Mercado, Xico Setúbal — servem versões honestas. O truque é ir ao almoço (os restaurantes servem entre as 12h e as 15h e a maior parte fecha ao jantar) e pedir meia dose se nunca provou.
O choco da região é fresco e local: o estuário do Sado e a baía são o seu habitat e há descarga diária na lota. Evite choco congelado; os bons sítios só servem fresco.